Relatório da ONU afirma que facção do Daesh cresceu na Somália

A facção sob o comando do Sheikh Abdulqader Mumin vem realizando ataques em Puntland, incluindo o ataque a um hotel em Bosaso, a capital econômica da região.

Relatório da ONU afirma que facção do Daesh cresceu na Somália

Uma facção do Daesh na Somália cresceu significativamente ao longo do ano passado, realizando ataques em Puntland e recebendo algum financiamento da Síria e do Iraque, segundo um relatório de monitores de sanções da ONU, na sexta-feira.

A facção leal ao Sheikh Abdulqader Mumin foi alvo dos ataques com drones dos EUA na semana passada, na primeira operação dos EUA visando o Daesh no Chifre da África.

No relatório, o grupo de monitoramento da ONU para a Somália disse que a facção do Daesh, que em 2016 "não tinha mais do que algumas dúzias, cresceu significativamente em força" e pode "ter até 200 lutadores".

Os registros telefônicos de Mumin mostraram que ele estava em contato com um operador do Daesh no Iêmen, que atua como intermediário de líderes do Daesh no Iraque e na Síria, “embora a natureza exata desse contato não esteja clara", afirma o relatório.

Ex-membros da facção que desertaram em dezembro disseram que o grupo Mumin recebeu ordens e financiamentos do Iraque e da Síria.

O grupo capturou a cidade de Qandala na região de Bari, Puntland, em outubro de 2016, antes de serem removidos dois meses depois por forças de Puntland apoiadas por conselheiros militares dos EUA.

O relatório da ONU levantou preocupações de que a região de Bari poderia se tornar um paraíso  em potencial para combatentes estrangeiros do Daesh, ao passo que os militantes estão sendo expulsos de suas fortalezas na Síria e no Iraque.

 



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