Madri rompe diálogo com independentistas catalães

O governo espanhol afirmou que "nunca aceitará um referendo de autodeterminação"

Madri rompe diálogo com independentistas catalães

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, rejeitou a possibilidade de um referendo sobre a autodeterminação na Catalunha como o realizado em outubro de 2017, que foi classificado como "ilegal" e que levou vários líderes da independência catalã à justiça.

"Esse governo nunca aceitará um referendo de autodeterminação", disse Sanchez por meio de uma mensagem em sua conta no Twitter, afirmando que, desde La Moncloa, trabalham "para construir todas as pontes possíveis da política".

O presidente ressaltou que "a proposta do Governo da Espanha para a Catalunha é a convivência, o diálogo e a lei"; concluindo com a palavra "Constituição".

O governo de Sánchez aceitou nesta semana um "relator independente" para facilitar uma futura mesa de negociação entre os partidos políticos para enfrentar a crise de longa data na comunidade autônoma.

No entanto, a próprio vice-presidente Carmen Calvo, após um Conselho de Ministros, notificou que "não há como, neste momento e neste quadro", chegar a acordos "devido à relutância dos apoiantes pró-independência".

Enquanto Pedro Sánchez propunha ampliar a autonomia da comunidade autônoma, os líderes catalães mantêm firme a demanda para realizar um referendo vinculante.

Os governos centrais e regionais acusaram-se mutuamente de romper o diálogo entre as partes, tendendo a resolver este conflito político na Catalunha, que em 2017 desencadeou uma tentativa fracassada de separação.



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