A Economia Mundial

Os fundos soberanos são usados por muitos países do mundo.

A Economia Mundial

Os fundos soberanos são usados por muitos países do mundo. E eles contribuem diretamente para o crescimento económico e para o desenvolvimento, principalmente em países com baixas taxas de poupança, ao serem uma fonte de financiamento para investimentos de longo prazo.

Existem dois tipos de fundos soberanos: Os que lidam com matérias primas e os que lidam com outro tipo de ativos. Em termos das suas bases de financiamento, as fontes que são financiadas por receitas de exportações como o petróleo ou o gás natural, são chamados de fundos de matérias primas. Os fundos cujo financiamento advém do superavit comercial resultante do comércio externo, são chamados de fundos extra matérias primas.

Os países com os maiores fundos mundiais baseados em matérias primas, são os mais ricos em recursos naturais, nomeadamente a Noruega, a Arábia Saudita, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e a Rússia.

O país com o maior fundo de investimento em todo mundo é a Noruega, com um fundo avaliado em 847,6 mil milhões de dólares. O fundo soberano da Noruega investe em empresas chave mundiais como a Nestle, a Royal Dutch Shell, a Apple, a Roche Holding, Novartis, Alphabet e a Microsoft.

Países como a China, Hong Kong e Singapura, têm fundos soberanos extra matérias primas, cujo financiamento advém dos superavits comerciais destes países.

A China é dona do maior fundo soberano extra matérias primas, avaliado em 813,8 mil milhões de dólares. A China canaliza os seus fundos para a Nova Iniciativa da Rota da Seda, e para os projetos do Banco Asiático de Investimentos em Infraestruturas.

Os principais objetivos dos atuais fundos soberanos são a proteção e a transferência do crescimento económico e da prosperidade nacional para as gerações futuras, dar estabilidade financeira através de políticas macro-económicas e promover o desenvolvimento económico.

Um fundo soberano contribui para a economia do seu país em várias áreas. É conhecido que estes fundos, que lideram o caminho para as entradas de capital – em particular nos países em vias de desenvolvimento – também dão força à resiliência da economia contra as flutuações que possam ser causadas por choques internos e externos. Adicionalmente, os fundos soberanos são populares em certas áreas como o financiamento de mega projetos e para promover a estabilidade dos mercados, ao dar liquidez ao sistema financeiro.

Os fundos soberanos estão a crescer em importância, tanto no mundo desenvolvido como nos países em vias de desenvolvimento, com o seu volume total de ativos a atingir os 7,4 biliões de dólares em 2 016.

Existem aproximadamente 80 fundos soberanos em todo o mundo, em mais de 40 países espalhados por todo o planeta. Mas a maior parte destes fundos está concentrado no Médio Oriente e na Ásia Central - ambas regiões ricas em recursos naturais – e também no Extremo Oriente, uma região que se especializou nas exportações e nos centros financeiros.

Todos os países do G-20 tinham um fundo soberano, menos a Turquia. Mas em Agosto de 2 016 foi criado o fundo soberano turco. O financiamento deste fundo vai ser assegurado por um fundo com receitas de privatizações, e será gerido pelo gabinete do primeiro ministro.

O Fundo Soberano da Turquia tem como objetivo prevenir as fragilidades da economia, típicas dos países em vias de desenvolvimento, dar financiamento aos grandes projetos de infraestrutura e energia, aumentar o uso de ativos financeiros islâmicos, apoiar o crescimento económico e aumentar o baixo nível de poupanças.

Além destes objetivos, espera-se que o Fundo Soberano da Turquia também dê financiamento aos investimentos no setor do imobiliário, ou seja, que se torne no motor do desenvolvimento para as empresas de importância estratégica, por forma a aumentar o ritmo do desenvolvimento, atingir altas e estáveis taxas de crescimento e dar estabilidade económica.

Ao contrário do que se passa nos outros fundos, os ativos que formam a base do fundo do soberano da Turquia não sem de origem nas matérias primas, nem assentes em superavits comerciais. A sua composição única é também de relevo para os países em vias de desenvolvimento a este nível.

Em resumo, os fundos soberanos criados e que estão a ser usados há muitos anos, em muitos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, com o objetivo de canalizar receitas obtidas com a venda de matérias primas ou que resultem de superavits comerciais da economia no longo prazo. Neste contexto, é claro que o Fundo Soberano da Turquia – que será financiado sem quaisquer fundos assentes em matérias primas ou em superavits comerciais – irá servir de guia para a Turquia na obtenção dos seus objetivos.



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