O ano para acabar com o terrorismo

Observamos que a presidência de Donald Trump dá sinais de uma rutura com a ordem tradicional a que nos habituou a política externa dos EUA desde 1 950.

O ano para acabar com o terrorismo

Ninguém diz nada, nem pode dizer, porque ninguém percebeu o que se passou.

É preciso descrever as dinâmicas globais, regionais e locais, por forma a que possam ser explicadas e agrupadas todas as práticas.

Observamos que a presidência de Donald Trump dá sinais de uma rutura com a ordem tradicional a que nos habituou a política externa dos EUA desde 1 950.

Martin Schaefer, o porta voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, disse que “penso que é impossível resolver o conflito sem limitar as forças de Assad. Os planos de longo prazo da Alemanha não mudaram e estamos satisfeitos com o processo de cessar fogo assinado sob as garantias da Rússia e da Turquia na Síria”. São estas as condições.

Do Reino Unido, o jornal The Independent diz: “A melhor resposta contra o ataque na discoteca Reina é fazer férias na Turquia. A viagem é uma experiência gratificante para o este país, visitado por muitas pessoas para além dos turistas. Quando se consideram os milhões de pessoas que vistam Istambul e a costa da Turquia, a probabilidade de nos depararmos com perigos é muito baixa”.

Times: “O Ocidente deve assegurar todo o seu apoio à Turquia. Desta forma, há que dar a mensagem a Ancara de que o Ocidente se pode representar através da Turquia, nas negociações de paz que irão começar no futuro. Os países ocidentais devem partilhar com a Turquia todas as informações de que dispõem sobre o DAESH” (02/01).

O presidente Hollande da França, que visitou o Iraque, afirmou que “O apoio dado à luta contra o terrorismo, irá garantir a prevenção dos ataques contra a França. Enquanto eles nos atacam, nos iremos lutar como se fosse uma guerra contra todos. Estamos do lado de uma solução política para a crise na Síria”. (02/01 Sputnik).

É uma coisa diferente, se aqueles que se opõem à operação Escudo do Eufrates percebem ou não, como se a operação fosse contra eles. Mas é claro o tempo de passagem de Paris relativamente a Bagdade, à Síria e Erbil.

O primeiro ministro turco Binali Yidirim também visitou o Iraque, numa exibição do lado mais eficiente da colocação em prática da política externa da Turquia.

Bagdade espera esta visita com mais entusiasmo!

A postura do primeiro ministro iraquiano durante a sua conversa como presidente francês, foi o seu sinal: “É um grupo terrorista global, responsável pelo ataque em Istambul e noutros locais do mundo”.

E o que foi dito sobre o destino do grupo terrorista: “Não aceitamos que o PKK continue com os ataques contra a Turquia, usando para isso o território do Iraque”.

E quando dizemos Bagdade…

“O presidente iraniano Hassan Rouhani disse que “observámos um incidente triste em Istambul. Esta situação mostrou-nos que até eliminarmos o terrorismo sem nos opormos, não será dada misericórdia a ninguém, como um vírus. Não é correto dizer que o Irão não contribuiu para o acordo de cessar fogo na Síria, e que a iniciativa apenas partiu da Turquia e do Irão. O Irão desempenhou um papel ativo e importante na luta contra o terrorismo e na diplomacia. Estamos em contato regular com a Síria, com a Rússia e com a Turquia”.

E na passada terça-feira, no seu discurso no parlamento turco, o primeiro ministro Binali Yildirim disse o seguinte: “Donald Trump tem que acabar com este escândalo, com as medidas de Obama. Se esta situação não for corrigida, nós iremos fazer o nosso próprio caminho”…

E é então esta a situação: não cometer os mesmos erros, quando melhoram as relações com os Estados Unidos e com o Ocidente.

O que se percebe a partir de Ancara, é que tal não irá acontecer.



Notícias relacionadas