O Balanço do Petróleo que não pôde ser estabelecido no Oriente Médio

Como a União Europeia se comportará no cenário global caso Trump revise as suas relações com o Irã?

O Balanço do Petróleo que não pôde ser estabelecido no Oriente Médio

Ecopolítica 30/2018

Enquanto o Oriente Médio abastece a economia mundial com o elemento mais importante da produção, o petróleo, a política mundial continua a apresentar instabilidade política. De fato, Trump começou a cumprir uma a uma as promessas que fez na vindoura campanha eleitoral. As políticas pró-israelenses de Trump, que deixaram o Irã sozinho na política regional do Oriente Médio, deixam ainda mais delicada a atual situação. Em todas essas situações, a política global exige que a segurança da economia e a política externa sejam levadas ao cenário.

Apresentamos a análise do Prof. Dr. Erdal Tanas KARAGÖL do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Yıldırım Beyazıt.

O cumprimento de uma a uma das promessas de Trump nas campanhas eleitorais sobre as políticas do Oriente Médio começaram e a região que já não possuía estabilidade teve uma piora na situação.

O processo que começou com a retirada dos EUA do acordo nuclear iraniano continuou com a operação para isolar o Qatar  e com as brigas pelo trono da Arábia Saudita.

Por último, a decisão de Trump de transferir a embaixada israelense para Jerusalém e os movimentos de rua que têm sido freqüentemente observados no Irã nos últimos meses é um sinal de que a situação atual não irá mais longe.

A região passa por muitas mudanças e o Irã, que possui uma moeda antiga se depara com a depreciação da mesma em decorrência dos embargos aplicados. No entanto, com o clima favorável experimentado pelo acordo nuclear, o capital global deu ao Irã uma chance.

Especialmente nos setores de aviação e automotivo, os investimentos mostraram um aumento significativo. Com o apoio que recebeu a economia iraniana, a mesma cresceu 6% em 2016. Infelizmente, esse processo de indicadores macroeconômicos que começou a se recuperar e enfrentou a política externa de Trump.

Por outro lado, a Arábia Saudita, que era a fiadora com os dólares do Petróleo, estava tentando ao mesmo tempo realocar os saldos internos, bem como provar o quão competente era a política de Trump no Oriente Médio. Os membros da família real do Rei Salman e as superestruturas burocráticas fortaleceram sua autoridade dentro do país e se tornaram parte do diálogo político negativo com muitos países do Oriente Médio, especialmente o Irã.

Considerando o fato de que todo incidente que ocorre na Arábia Saudita aumenta o preço do Petróleo, a Arábia Saudita é o país que mais lucra com toda essa complexidade. A disputa sem precedentes do Irã e da Arábia Saudita está levando os países da região a implementar políticas de equilíbrio. A atitude do governo Trump em relação ao Irã faz da Arábia Saudita um aliado útil.

Na última declaração de Trump, ele queria que seus aliados parassem de importar petróleo do Irã. Não hesitantes em dar conselhos aos seus aliados como um país importador alternativo de petróleo, os Estados Unidos recomendam fortemente que a Arábia Saudita iria cortar os preços do petróleo para os seus aliados. Todos esses desenvolvimentos estão pressionando muito para que suba os preços do petróleo.

O preço do petróleo que está numa escalada de 80 dólares cria pressão inflacionária especialmente para os países em desenvolvimento. Para os países importadores de energia como a Turquia, a segurança no fornecimento de energia constitui a parte mais importante da segurança econômica.

Trata-se de uma questão interessante como a União Europeia se comportará neste processo caso  Trump revise as suas relações com o Irã. Espera-se que as eleições para o Senado revelem se Trump vai voltar a assinar o tratado do NAFTA, que ele chama de "o pior negócio da história".

No entanto, não é realista pensar que os países europeus podem facilmente cumprir as recomendações de Trump sobre o Irã, dado o quanto o governo Trump tem uma preferência pelas políticas comerciais protecionistas.

Para o próximo período, é provável que Trump aplique a decisão do petróleo em relação ao Irã para os países da América Latina. Tal medida prejudicará seriamente a confiança e a estabilidade globais à medida que os preços do petróleo subirem para níveis recordes.

Esta foi a análise do Prof. Dr. Erdal Tanas KARAGÖL do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Yıldırım Beyazıt.



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