O Segundo Pacote de Sanções Contra o Irã

Análise do Prof. Dr. Erdal Tanas KARAGÖL do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Yildirim Beyazit.

O Segundo Pacote de Sanções Contra o Irã

Ecopolítica - capítulo 45/2018

A decisão dos EUA de voltar a impor sanções contra o Irã foi tomada no começo da semana. Com o acordo nuclear assinado em 2015, o embargo imposto ao Irã na arena internacional foi levantado.

A base deste acordo foi a decisão de suspender o embargo iraniano na arena internacional em troca do Irã limitar suas atividades nucleares.

No entanto, a administração Trump decidiu impor uma série de sanções no mês de agosto, a fim de reestabelecer o embargo, e agora colocou em prática a segunda fase das sanções.

Além de ser um grande obstáculo à integração da economia iraniana na economia mundial, essa decisão fará com que a economia do Irã permaneça dentro de certos limites, tanto no mercado interno quanto no mercado externo dos países onde o comércio exterior é realizado.

Por outro lado, o Irã possui fontes de energia que dominam o mercado regional e global sendo um país que realiza o comércio de energia.

Nesse sentido, como a decisão de sanções afetará esses países? Como foi recebida a notícia de isenção internacional da Turquia que se encontra também entre os oito países que possuem a isenção na arena internacional?

A principal razão para as sanções contra o Irã é que o governo Trump acredita que o acordo não prejudica as atividades nucleares do Irã na região.

Faz-se necessário ressaltar que exceto os Estados Unidos, outros países como a China, a Rússia, a França, a Inglaterra e a Alemanha, mostraram-se propensos a prosseguir com a continuação do acordo.

É claro que, apesar dessa atitude que exibiram no sentido político, é necessário dizer que as firmas internacionais não têm uma postura paralela. Na sequência da decisão do embargo, os gigantes do mercado iraniano dos países em favor do acordo decidiram retirar-se um por um.

Isso revelou o fato de que a percepção do Irã na arena global é diferente em termos de setores diplomáticos e privados.

A primeira etapa das sanções foi tomada na data de 7 de agosto. As sanções impostas nesta data proibiram o governo iraniano de comprar dólares, negociar com ouro e impedir barreiras ao comércio com moeda local. Os laços da economia iraniana com o mercado externo foram cortados um a um.

Agora o segundo pacote de sanções foi implementado. Neste pacote, é possível dizer que existem restrições abrangentes ao setor de energia, que é um setor estratégico da economia iraniana. Por outro lado, os setores financeiro e de transporte de navios foram incluídos nessas decisões.

O Irã, que possui as reservas de petróleo e gás natural mais importantes do mundo, está exposto a tais sanções no setor de energia.

Então, é óbvio que as reflexões das decisões de embargo serão sentidas nos mercados globais de energia. As receitas do petróleo têm uma grande área de influência na economia iraniana.

De fato, podemos dizer que a economia do Irã depende das receitas do petróleo.

A este respeito, as limitações desta área, que é a força vital da economia, são estabelecidas a uma determinada taxa antes do fluxo de capital. Então, qual é o principal fator por trás das sanções dos EUA contra o Irã?

Em primeiro lugar, o Irã tem o potencial de se tornar uma potência regional se transportar suas reservas de petróleo e gás natural para importantes pontos de demanda de energia.

Esse poder, que o Irã terá, juntamente com suas atividades nucleares, representa uma ameaça para os EUA e seus aliados.

Por outro lado, o fato do Estreito de Ormuz estar sob o controle do Irã abrigando cerca de 30% do petróleo mundial, também é um fator de influência importante por trás da atitude contra o Irã na arena internacional.

 Finalmente, na segunda-feira, com o anúncio decisão do embargo e com a Turquia na lista de países isentos de tal decisão, avaliamos de forma positiva o lugar da Turquia nesse aspecto.

É necessário apontar que a Turquia possui com o Irã um volume de comércio de US $ 10,6 bilhões, dessa forma percebe-se de maneira positiva a decisão de isenção em termos de segurança para o aprovisionamento energético regional da política energética da Turquia.

Esta foi a análise do Prof. Dr. Erdal Tanas KARAGÖL do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Yildirim Beyazit.



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