ONU denuncia deterioração do acesso de ajuda humanitária à Birmânia

A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Ursula Mueller, disse que a crise humanitária afeta o maior grupo mundial de apátridas

ONU denuncia deterioração do acesso de ajuda humanitária à Birmânia

A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Ursula Mueller, pediu ao Governo da Birmânia que conceda aos trabalhadores humanitários acesso contínuo e irrestrito a todas as pessoas afetadas pelos conflitos no país.

Mueller concluiu sua missão de seis dias no país neste domingo. A subsecretária-geral visitou várias áreas afetadas pelo conflito na Birmânia, incluindo o estado de Rakáin.

Desde 25 de agosto de 2017, mais de 750.000 Rohingans cruzaram a fronteira do estado de Rakáin, no oeste da Birmânia, para Bangladesh, segundo a ONU.

"O acesso humanitário na Birmânia piorou significativamente desde o ano passado, não apenas em Rakáin, mas nos estados de Kachin e Shan", disse Mueller em um comunicado.

"Quando uma linha de assistência humanitária é cortada, há um impacto humano muito real", acrescentou a subsecretária-geral.

De acordo com os Médicos Sem Fronteiras, pelo menos 9.000 rohinyas morreram no estado de Rakáin de 25 de agosto a 24 de setembro.

"Há uma crise humanitária em ambos os lados da fronteira entre Bangladesh e Mianmar que está afetando o maior grupo de pessoas apátridas do mundo", concluiu Mueller.



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