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Prémio Nobel garante que metade do Iémen passa fome

A ativista Tawakkul Karman disse que “o Iémen está a passar por um sofrimento como o mundo nunca viu. A fome afeta 14 milhões de pessoas. Isto afeta quase metade da população”.

Prémio Nobel garante que metade do Iémen passa fome

A ativista e prémio Nobel da Paz em 2 011, Tawakkul Karman, disse que “o Iémen está a passar por um sofrimento como o mundo nunca viu. A fome afeta 14 milhões de pessoas. Isto afeta quase metade da população”.

A Fundação Tawakkul Karman iniciou esta quinta feira a conferência “Iémen: ameaças de guerra e oportunidades para a paz”, que pretende apresentar soluções para os problemas internos, externos, regionais e internacionais por detrás da crise no Iémen.

Karman disse que serão tomadas decisões com base nas recomendações produzidas nesta conferência, e manifestou a sua crença de que estas recomendações contribuirão para a paz no Iémen.

A prémio Nobek disse ainda que o Iémen passa por um processo extremamente difícil desde há 4 anos: “Da guerra e do golpe militar surgiu o sofrimento. Sabemos o quão tiveram que resistir os iemenitas. Atualmente, não é apenas um estado extremamente perigoso mas também de caos. Isto levou à criação de grupos armados”.

Karman disse que “quando chegámos em 2 011 começaram os protestos pacíficos e também aqui houve a Primavera Árabe. Durante esta revolução foram feitas exigências de justiça, liberdade, democracia e de um estado de direito. Foi criada uma oposição. Isto representa uma ameaça para as pessoas que exigem democracia”.

Karman afirmou ainda que desde a revolução no Iémen se formaram muitos grupos, incluindo grupos extremistas e políticos: “As potências ocidentais falharam o teste da democracia”. Segundo Karman, a crise foi engendrada pelas potências ocidentais: “Os governos ocidentais ficam-se pelas aulas de democracia, em vez de apoiarem as exigências por democracia no Iémen. Depois da Primavera Árabe, descobrimos que aqueles que nos apoiavam ficaram parados do lado dos governos árabes, ditadores e opressores”.



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