O escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos critica ataque a ONG nicaraguense

O Acnudh indicou que o ataque contra a Rede Local faz parte de uma série de ações dirigidas contra organizações da sociedade civil críticas ao governo.

O escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos critica ataque a ONG nicaraguense

AA - O gabinete da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, criticou um ataque feito pelas autoridades nicaraguenses na quinta-feira passada nos escritórios da coligação de 22 ONGs chamadas Rede Nicaraguense para a Democracia e Desenvolvimento (Rede Local).

"O assédio às organizações da sociedade civil constitui uma violação dos direitos à liberdade de opinião e expressão, reunião pacífica e associação", informou o Escritório da Alta Comissária em um comunicado de imprensa.

O UNHCH disse que o ataque na quinta-feira faz parte de uma série de ações governamentais dirigidas contra organizações da sociedade civil críticas ao governo.

Por meio do comunicado de imprensa, o ACNUR mencionou que os ataques das autoridades nicaraguenses à sociedade civil incluem o cancelamento do personalidade legal de nove ONGs entre novembro e dezembro do ano passado, o ataque contra a mídia e a prisão de jornalistas acusados de crimes associados ao terrorismo.

Bachelet afirmou em dezembro passado que a sociedade civil nicaraguense "corre o risco de ser completamente desarticulada".

A organização da Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos (ANPDH) indicou em 11 de janeiro em 561 o número de pessoas mortas durante a violência vivida nas manifestações que acontecem na Nicarágua desde meados de abril passado.

A ONG indicou que o número de mortos foi registrado entre 19 de abril de 2018 e 3 de janeiro deste ano. Também ressaltou que durante esse período houve 4.578 feridos.

As manifestações na Nicarágua foram convocadas em abril na rejeição de uma reforma da seguridade social promovida pelo Executivo.

O governo revogou a proposta, mas os protestos continuaram e foram transformados em manifestações contra a administração de Daniel Ortega.



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